Estávamos no final da escolha do repertório do disco “Vira, Virou”, nosso primeiro trabalho pela nova gravadora Ariola, quando Wellington Lima, nosso amigo e produtor do disco nos mostrou a música “A Lua”, de um compositor desconhecido pra nós, Renato Rocha. Foi paixão à primeira vista e ela entrou imediatamente no repertório do disco para se transformar num dos grandes sucessos do MPB4.
Emilinha Borba, junto com Carmen Costa, Nora Ney, Helena Meirelles, Carmélia Alves e Marlene, têm quase quinhentos anos de vida. Quase um Brasil de existência. São delas as músicas em louvor ao sonho nosso de cada dia, cantadas e tocadas por mulheres calejadas pela poeira da estrada que nos conduz ao futuro.
Blog do Wilson Gomes:
"No mesmo instante que recebemos a informação nos dirigimos para uma das estações instaladas no Sítio São Francisco para tentar medir a intensidade e localizar o epicentro, que acreditamos ter sido na Meruoca", disse Costa, acrescentando que o tremor dessa proporção pode ser sentido num raio de até 20 km do epicentro e que não chega causar danos.”
Minha infância e começo de mocidade foram marcados pelo gosto musical de meus pais. As óperas cantadas por Beniamino Gigli e Enrico Caruso ecoavam forte pela casa, vindas do moderníssimo hi-fi recém-adquirido por meu pai, para orgulho da família.
Elas são as donas de tudo. Delas vêm nossos sonhos mais primitivos. São elas que nos alimentam com seus cantos. Essas mulheres dão vida à nossa cultura. São elas que compõem em nosso dia a dia a possibilidade de essa nação de cinco séculos ser menos injusta, mais delicada e carinhosa, mais gentil e sensual.
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