Antes de qualquer coisa, uma pequena explanação: a Máquina de Fumaça é um item indispensável para qualquer iluminação de palco, pois ajuda a realçar os efeitos das luzes e a criar um ambiente propício para shows.
Mulher negra. Perfil de rainha. Voz grave e emocionada. Mulher sensual. Estrela de tantos carnavais. Seu brilho nas telas do cinema brasileiro na década de 1950 deveu-se ao fantástico Carnaval em Marte, de Watson Macedo.
Era por volta de 1980. O MPB4 fazia uma de suas poucas viagens artísticas para o exterior. Íamos nos apresentar com Chico Buarque em Lisboa, Portugal. Se a memória não me falha, participaríamos de um grande show comemorativo do aniversário do jornal Avante, órgão oficial do Partido Comunista Português. A festa deve ter reunido umas 500 mil pessoas, num enorme planalto, após a ponte sobre o Rio Tejo. Eu brincava: Nem Frank Sinatra!
Há algum tempo venho revelando minha admiração e carinho por mulheres que são responsáveis por nossa música ter esse dom de representar o caráter e a personalidade do povo brasileiro. Através dessas mulheres, que passei a identificar como matriarcas da música brasileira, tento adquirir um pouco da doçura feminina.
Tinha gente que imaginava códigos, tinha gente que lia nas entrelinhas e tinha gente que ouvia nas “entrenotas”. Havia quase uma necessidade de sempre perceber denuncias das arbitrariedades do regime militar – que vigorou após o golpe de 64 –, disfarçadas nas músicas, nas notícias e nas peças teatrais.
Desde o Pantanal mato-grossense vem a trajetória dessa dama. Sua sabedoria vem desse santuário de vida. Ela é seca como um poema de João Cabral. Sua viola caipira tem sabor de fazenda do sertão.
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