Desde sempre ela foi assim, intensa. Negra tinhosa. Assim é Elza Soares. Nada lhe sai de graça. Tudo sempre lhe foi penoso. Guerreira, cada canção é hino de louvor a batalhas incontáveis. Seu jogo nunca é um a um. O placar, nem sempre favorável, não abate nunca quem sabe, como ela, que os moinhos são mera paisagem. Cada placar favorável parece, no entanto, mentira que deixou saudade e transforma sua história em poemas de rimas ricas.
Programa Vozes Brasileiras de 24/07/2010
Programa Vozes Brasileiras de 18/07/2010
Uma parte de mim é, certamente, nômade. De Itaocara, cidade do norte fluminense onde nasci, até São Paulo, onde resido atualmente, já passei por algumas cidades e em cada uma delas morei em pelo menos dois endereços.
O violão de aço se junta ao de náilon e os dois, dedilhando acordes, aguardam Rubi perguntar cantando os versos de “De Onde Vem a Calma” (Marcelo Camelo): “De onde vem a calma daquele cara?” Pronto! Começou Paisagem Humana (selo Sete Sóis, em parceria com a gravadora Eldorado, com apoio da Petrobras), álbum que em tudo resplandece simplicidade. Nele, tudo é perfeita sincronia entre a musica brasileira contemporânea e a poética do mundo, e lá todas se ajeitam e se aninham. “Minha pátria é minha língua.” Nossa sorte é não ouvir nada à meia-língua nos sons do Brasil. Língua/música inteira e bela, inculta e tagarela.
Programa Vozes Brasileiras de 10/07/2010
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