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A Vida, O Sonho, A Roda Viva! CD comemorativo dos 50 anos do MPB4

Meu querido e saudoso amigo e maestro Magro,

 

trago boas novas. Já que você antecipou sua partida, o que absolutamente não estava combinado, estamos começando o ano de 2016. Como você sabe, no ano passado o MPB4 comemorou 50 anos de carreira. Devido à sua ausência, que nos trouxe apreensões diversas, selecionamos músicas inéditas, pedidas aos compositores nossos amigos. Reunimos uma seleção de responsa. Você precisava ver. Só musicão.

 

O processo de seleção foi igualzinho ao que sempre fizemos e que você bem conhece. Cada um votou. As que tiveram quatro votos estavam dentro, as com três votos ficaram numa relação à parte. As com quatro votos foram minoria. Partimos para as com três votos. Com algumas delas chegamos ao repertório de treze músicas inéditas. Bom pra cacete! Senti pena por você não ter votado.

 

Convidamos o Gilson Peranzzetta para ser o arranjador do CD. Miltinho e Paulo Malaguti Pauleira dividiram os arranjos vocais. Gilson arrasou. De antemão sabíamos do que o talento dele seria capaz de produzir, mas ainda assim ficamos de queixo caído com a sonoridade dos arranjos.

 

Passamos quase todo o ano passado em ensaios semanais. Mais uma vez, senti muito a sua falta. Caramba! Quando éramos quase vizinhos aqui em São Paulo, os ensaios eram divididos entre Rio e São Paulo. Agora, só eu morando em terras paulistanas, tinha de ir toda semana ao Rio. Meus cartões de fidelidade bombaram; meu saco quase estourou. Mas enfim, no segundo trimestre do ano passado, após o Peranzzetta gravar todas as bases e complementá-las com outros instrumentos, gravamos as vozes. Tudo isso no estúdio Tenda da Raposa, sob o comando do competente Carlinhos Fuchs. Você chegou a conhecê-lo? Um craque!

 

Vou ser sincero, Magro, você ficaria orgulhoso de ver os arranjos vocais feitos pelo Miltinho. Pena eu não ter como mandá-los pra você ouvir. Ou será que tem? Enfim, o cara esbanjou talento. O Pauleira também caprichou. Assim como o Miltinho, ele também fez arranjos altamente criativos. Alguns, inclusive, de difícil aprendizado, dada a sua complexidade. E você está careca de saber das minhas dificuldades. Em alguns momentos, também senti falta do seu jeito de passar as vozes. Mas no final, entre mortos e feridos, todos se salvaram, inclusive este vocalista que vos fala.

 

O nosso CD dos 50 anos é seu, Magro! Nós o dedicamos a você pra que a música do MPB4 esteja sempre a seu lado, a seu dispor. Ainda que você não esteja aqui, todo o seu legado está registrado, carinhosa e caprichosamente, neste CD que o Sesc SP lançou.

 

Por aqui estamos todos bem. Nilzinha e Isabel mandam beijos. Eu, além da minha saudade e do meu carinho, ofereço-lhe o que mais gosto de fazer: cantar. O que sempre fizemos juntos, e, de certa forma, continuaremos a fazer… O MPB4 é nosso, maestro!

 

Aquiles Rique Reis

São Paulo, janeiro de 2016

 

FICHA TÉCNICA

Direção musical e arranjos: Gilson Peranzzetta

Arranjos vocais: Miltinho e Paulo Malaguti Pauleira

Coordenação de produção: Helton Altman | Sonora Produções

Produção musical: Miltinho e Paulo Malaguti Pauleira

Produção executiva: Camila Martins Ribeiro e Marcelo Cabanas | Bateia Cultura

Produção de estúdio nas gravações instrumentais: Eliana Peranzzetta

Estúdio: Tenda da Raposa

Técnico de gravação: Carlos Fuchs e Gustavo Krebs

Mixagem e masterização: Carlos Fuchs

Seleção de repertório: MPB4

Agradecimento especial: Danilo Miranda e toda a equipe do Selo Sesc.

 

1 – Milagres

(Breno Ruiz / Paulo César Pinheiro)

 

Sempre quis saber

Se eu cheguei de lá

De onde não se vê

Só com a luz do olhar

Onde será que tem o céu do céu

De onde será que nasce o mar e o sal que vem do mar

Como é que se formou o carrossel

De tudo que é galáxia em pleno ar

 

Isso tudo é milagre

E é tão bonito!

Maravilhoso

Misterioso

Sempre quis saber

Se eu cheguei de lá

De onde não se vê

Só com a luz do olhar

 

Como será que é a cor da cor

Como será que a lua mexe as águas da maré

Como é que um bosque nasce de uma flor

E a gente vem de dentro da mulher

Isso tudo é milagre

E é tão bonito

Maravilhoso

Misterioso

 

Onde o milagre se esconde?

Em que mundo e atrás de que cortina?

Onde? E nem Deus me responde,

De onde vem essa luz que me ilumina! 

Gilson Peranzzetta – piano, acordeon  e arranjo
Paulo Malaguti Pauleira – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Jaime Alem - viola
Mingo Araújo – percussão

 

2 – Maxixe

(Fred Martins / Alexandre Lemos)

 

Eu vi você no meu sonho

E agora eu sonho acordado

Pelo sim, pelo não

Pra da próxima vez eu pegar sua mão

Eu fiz um terno de linho

Branquinho, todo engomado

Pelo não, pelo sim

Pra roubar toda sua atenção só pra mim

Quero dançar com você

Bem no meio do salão

Pra sentir seu coração

Disparar de querer

Se deixar, se perder

Amor não é pra se guardar

Se é amor melhor não há

De muito longe é que venho

Só tenho um bolso furado

Quem me viu, quem me vê

Sou capaz até de mendigar por você

Às vezes vejo um estranho

Tamanho espelho quebrado

Quem me vê, quem me viu

Caminhando eu cantei sabiá no Brasil

 

Quero dançar com você

Bem no meio do salão

Pra sentir seu coração

Disparar de querer

Se deixar, se perder

Amor não é pra se guardar

Se é amor melhor não há

 

Meu juramento é de junho

De punho escrito e selado

Mas agora sei lá

Eu pensei que havia um amor

Mas não há

Já sumiu

Eu sonhei que havia um Brasil

Mas não há

Gilson Peranzzetta – piano e arranjo
Paulo Malaguti Pauleira – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Carlinhos  7 cordas – violão sete cordas
Mingo Araújo – percussão
Mauro Senise – flauta

 

3 - Trança de Cipó

(Renato Rocha)

 

Feito trança de cipó,
nosso papo embaraçou deu um nó.
Tive que engolir o resto,
e era só fazer um gesto só...
Não sabia que um gesto só bastava...

Meu ouvido era maior,
engolia o coração e o gogó.
Entupia a minha pauta
e sentia ainda falta de um dó.
Não sabia que uma nota só bastava...

Mas o amor é o bem maior,
namorar não tem melhor prazer.
Eu também quero um xodó
é pra mó de não ser só sofrer.
Não sabia que ia ser você
que iria me prender,
nem que era só uma só
pra me amarrar o nó,
e nem que um amor um só bastava...
E nem que um amor um só...

Gilson Peranzzetta – piano e arranjo
Paulo Malaguti Pauleira – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Mingo Araújo – percussão

Mauro Senise – sax alto

Quarteto Radamés Gnattali – cordas
Carla Rincón - 1º. violino
Andréia Carizzi – 2º violino
Estevan Reis – viola
Hugo Pilger – cello

 

4 – Harmonia

(Miltinho / Sirlan / Paulo César Pinheiro)

 

Amor, paixão

São do mesmo diapasão

Quem tem, faz como ninguém

Uma canção

Rancor, perdão

São acordes de opção

Amar é harmonizar

O coração

 

Quem toca bem

Um violão

O som já vem

Na sua mão

É como amar

Com emoção

Tem que vibrar

O coração

 

Gilson Peranzzetta – piano e arranjo
Miltinho – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Lula Galvão – violão
Mauro Senise – flauta
Dirceu Leite – clarinete
José Arimatéa – flugel
Jhonson de Almeida – trombone

 

 

5 – Filigrana

(Vitor Ramil)

Olha o mistério da vida

Atravessando a rua sem ninguém saber

Avança entre os carros sem nenhum cuidado

Não se deixa ver

 

Olha o mistério fecundo

Em menos de um segundo vence o vaivém

É dono do pedaço, nem apressa o passo

O risco lhe cai bem

Hoje é carnaval

Eu me sinto só

O mistério faz sofrer

Hoje é carnaval

Quero te beijar

O mistério faz querer

 

Olha o mistério sacana

O amor é filigrana fácil de perder

Confete pelo ralo, a lua sem o halo

O mundo sem você

Olha o mistério danado

A roupa de diabo é só pra confundir

Eu vejo e fico mudo, o tempo bate surdo

Pra ninguém ouvir

 

Hoje é carnaval

Eu me sinto só

O mistério faz sofrer

Hoje é carnaval

Quero te beijar

O mistério é mais um gole

Quero cruzar a rua

Ser dono do pedaço

Quero só um segundo

Quero nenhum cuidado

A lua pelo ralo

Vá tudo pro diabo

Quero tocar o surdo

Quero você

 

Gilson Peranzzetta – piano e arranjo
Miltinho – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Lula Galvão – violão
Dirceu Leite – clarinete

 

 

6 - Ateu é tu

(Rafael Altério / Celso Viáfora)

Tem gente na cidade que bajula o padre

pra chegar a Deus

Tem o que veste branco e vai ao pai-de-santo

pra chegar a Deus

Procura feiticeira, pregador de feira ou vai à benzedeira

pra chegar a Deus

 

Tem nego que vai longe meditar com monge

pra chegar a Deus

Tem cara que precisa de uma pitonisa

pra chegar a Deus

Não é da minha conta

Tenho nada contra

Pode meter bronca

e me chamar de ateu

Hã? Quem?? Eu???

 

Não vou tratar com subordinado

para pedir pelo meu destino

Quando que eu tô meio aperreado

olho pro céu e falo com o Divino

Tem quem pede ao rabino ou vira peregrino

pra chegar a Deus

Tem quem dá grana ao bispo que lesou o Fisco

pra chegar a Deus

Tem quem leva fetiche embaixo de trapiche ou canta “Hare Krishna”

pra chegar a Deus

Tem quem fica de quatro em frente do beato

pra chegar a Deus

Tem o que se emburaca e vai pedir à vaca

pra chegar em Deus

Não é da minha conta

Tenho nada contra

Pode meter bronca

e me chamar de ateu

Hã? Quem?? Eu??

Não vou tratar com subordinado

para pedir pelo meu destino

Quando que eu tô meio aperreado

olho pro céu e falo com o Divino

 

Gilson Peranzzetta – piano, acordeon  e arranjo
Paulo Malaguti Pauleira – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Jaime Alem - viola
Mingo Araújo – percussão

 

 

7 - A Ilha

(Kleiton Ramil / Kleidir Ramil)

Qualquer dia eu vou morar

Numa ilha em alto mar

Sem a civilização

Longe da loucura

Longe mesmo até de mim

Do que sobrou de mim

A falsa impressão

A caricatura

 

Qualquer dia eu vou mudar

Vou fugir pra algum lugar

Onde a fonte da emoção

Seja de água pura

Sei que cada um de nós

Escuta a mesma voz

Não perde a esperança

Atrás dessa aventura

Onde fica tal lugar?

É uma ilha?

Ou será uma alucinação?

E que por ventura

Pode estar no meu jardim

Ou até dentro de mim

São coisas do destino

E suas travessuras

 

Imagino tal lugar

E começo a delirar

Saio pela contramão

E a essas alturas

Quero mais é ser feliz

Brincar de ser feliz

Viver de ilusão

Já que não tem cura

Ilha de sol

Ilha de luz

Ilha de paz

Gilson Peranzzetta – piano e arranjo
Miltinho – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Lula Galvão – violão

Quarteto Radamés Gnattali – cordas
Carla Rincón - 1º. violino
Andréia Carizzi – 2º violino
Estevan Reis – viola
Hugo Pilger – cello

 

 

8 – Brasileia

(Guinga / Thiago Amud)

De vez em quando o meu Brasil
Bate pino por ardil
De Dão Pedro Malasarte
(O rai' que o parte, o rai' que o parte)
Bacamarte abre um hospício nacional
E funda a nova capital

Meu tio avô Jeca Tatu
Pra curar do calundu
Deu de ler Augusto Comte
(Nem me conte, nem me conte)
O Peri fez infusão de Mogadon
E dizem que virou maçom

Ai, Sebastiana
O lirismo é que me dana
Vou mudar pro ABC
Ai, Maria Moura
Se eu queimar essa lavoura
Apareço na tevê
Vendam toda a esperança
Pra pagar minha fiança
De Manape e de Jiguê
Ei
Lá vai o bacharel
Rei da Vela, coronel
Contrarrevolucionário
(Honorário, honorário)
Vitorino Papa-Rabo já caiu
Ou é primeiro de abril?

De vez em quando o meu país
Quase emerge por um triz
Mas o tempo acende a frágua
(Berro d'água, berro d'água)
Pauliceia desvairou, tombou no vão
Do Liso do Suçuarão

Ande, Macabeia
Volte para a Galileia
Onde Antonio aconselhou
Vá, Sinhá Vitória
Que tá perto o fim da história
O Encoberto despertou
Vendam toda a traquitana
Ai de ti, Copacabana
Ai de nós, Arpoadô
Oi
Lá foi o europeu
O chinês e o judeu
Pro leilão da fuloresta
(Ai que festa, ai que festa)
Malasarte aproveitou o carnaval
E tomou conta do pré-sal

E dizem que virou maçom
Fundou a nova capital
No Liso do Suçuarão
Ou é primeiro de abril...

 

Gilson Peranzzetta – piano,  acordeon e arranjo
Paulo Malaguti Pauleira – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Lula Galvão – violão
Mingo Araujo – percussão
Mauro Senise -  flauta

 

9 – Desossado

(João Bosco / Francisco Bosco)

Lá na favela

Nego mora envergado

Pra ter lugar

Bamba no samba

Nego é desvertebrado

É de arrasar, é de arrasar

 

Brasil teu jeito de ser e de proceder

É desossado

Brasil teu corpo que encanta de se ver

É desgraçado

Salve Manés e Dondons

A língua mole

Que os escravos mastigaram

Antes da gente comer

 

Salve Iáiás e Iôiôs

A fala doce

Salve o dengo e as Marocas

As Toinhas e o dendê

Salve Mané

Alegria desse povo

Salve Pelé

Pelo que podemos ser

Brasil dos prédios ocos que desabam

Brasil das pernas tortas, teu gingado

É lindo de ver

Gilson Peranzzetta – piano e arranjo
Paulo Malaguti Pauleira – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Lula Galvão – violão
Mingo Araújo – percussão
Mauro Senise – flauta
Dirceu Leite – flauta
José Arimatea – flugel
Diogo Gomes – flugel

 

10 - Valsa de baque virado

(Mario Adnet / João Cavalcanti)

 

O caminho é de terra molhada

A coroa é de cristal

A boneca é de cera queimada

O vestido é imperial

É a valsa de baque virado

No congado da Ilha Fiscal

É a profanação dos sentidos

No alarido do carnaval

 

No cortejo da abolição

O maracatu é a mão

Que rompe a represa

Vem o rei de estandarte na mão

Tomara que a tua nação

Derrame beleza

Do céu

Ao chão

Gilson Peranzzetta – piano e arranjo
Miltinho – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Mingo Araújo – percussão
Mauro Senise – flauta
Dirceu Leite – clarinete
Diogo Gomes – flugel
Jhonson de Almeida – trombone

 

11 - A pipa e o vento

(Dalmo Medeiros / Cacau Ferreira Castro)

 

Eu sou pipa ao vento a voar

Vivo esse momento

Enquanto o tempo me levar

 

Quando o tempo

Diz que o show chega ao fim

Vem a vontade de mais tempo pra mim

Brilham os olhos

Como a luz de um camarim

 

E as asas da saudade

Fazem me lembrar do show

Que eu não vivi

 

Senhor dono do tempo vem ouvir

Vem parar o tempo

Enquanto o tempo consentir

 

Seria bom se a gente pudesse ser

Dono do tempo e o seu fio tecer

Ter nas mãos o fio e a pipa lá no céu

 

Mas o vento carrega até que o tempo

Se encarrega de romper

E assim sou pipa ao vento a voar

Vivo esse momento

Enquanto o tempo me levar

Gilson Peranzzetta – piano e arranjo
Miltinho – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Lula Galvão – violão
Hugo Pilger – cello

 

12 - Jornal de Ontem

(Sergio Santos / Joyce Moreno)

 

Pra que pensar no que ficou pra trás

Ver a vida passando pelo retrovisor

O que é passado, meu bem

Não volta nunca mais

Jornal de ontem já dançou

 

Olhando em frente, o que é que a gente vê?

Vem chegando o futuro tocando seu tambor

O que é passado, meu bem

Foi bom pra se aprender

Jornal de ontem ninguém lê

 

A vida é assim

O frio e o calor

Só sabe quem passou

Você perdeu a hora

Então não venha agora

Jogando velhas novidades no ventilador

Não adianta mais você jurar

Sai da frente que agora é que a fila vai andar

O que é passado, meu bem

Valeu pra comprovar

Jornal de ontem, nem pensar

Gilson Peranzzetta – piano e arranjo
Miltinho – arranjo vocal*
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Lula Galvão – violão
Diogo Gomes  – trompete
José Arimatéa – trompete
Idriss Boudrioua – sax alto
Marco Túlio – sax tenor

*Com um abraço no maestro Severino Filho e n’Os Cariocas

 

 

13 - A Voz na Distância

(Paulo Malaguti Pauleira)

Cruzei tantas moradas

Tantas vidas

Tanta dúvida

A voz que me sorria me escutou

Cruzei sete oceanos

Amei o meu país

E a voz que me ensinava me acompanha

A voz além das sete estrelas pode estar aqui também

Amar a voz de alguém que já passou

Amar a voz de um outro

Ouvir um pouco além

E pode ter certeza, o sonho

A vida, a roda viva

Tudo alcança

Ouvir a melodia, a moradia da beleza

Cantar me ensinou a navegar o ar

A voz que me encanta

A voz de um alguém

Que escuta na distância

Para muito mais além

Escuta na distância

Para muito além

O sonho, a vida

A roda vive muito mais além

 

Gilson Peranzzetta – piano e arranjo
Paulo Malaguti Pauleira – arranjo vocal
Zeca Assumpção – contrabaixo acústico
João Cortez – bateria
Lula Galvão – violão
Mingo Araújo – percussão
Dirceu Leite – flauta em dó
Marco Túlio – flauta em dó
Mauro Senise – flautas em sol

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